MOITAMACEDO 1930 | 1983      
Versão Portuguesa
   
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COMENTÁRIOS
 
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22. Manuel de Lemos - 2014-01-29 21:13:41
Considero um privilégio ter tido a oportunidade de visitar a exposição-homenagem a Moita Macedo que, em boa hora, a Galeria Cordeiros levou a efeito na prestigiada Sociedade de Geografia. Na verdade, a força e a sensibilidade do traço, para mim, particularmente evidente nos trabalhos a “branco e negro”, remetem-nos diretamente para a “gravação de emoções” de que fala Edward Hopper quando define a pintura. Acresce que, sendo também a pintura, poesia silenciosa, e a poesia, pintura que fala, não pode deixar de se olhar para a obra de Moita Macedo como um todo singular, em que pintura, poesia e prosa, se entrelaçam em cada instante e nos marcam profundamente. À organização e ao meu especial acompanhante na visita, o meu grande “Muito Obrigado”.
 
21. Dr. Eurico Castro Alves - 2014-01-08 14:01:03
Admirador confesso de arte e honrado pelo convite que me fora dirigido, nada me preparara contudo, para a extraordinária surpresa que tive quando me vi perante uma exposição de pintura de um raro poeta que pintou raros versos, Moita de Macedo… …e foi então que me vi perante uma obra estruturada profundamente expressionista, marcada por épocas, plena de sensibilidade e emoção. Seja qual for o local que se conceda na arte e cultura portuguesa a este admirável pintor de versos e escritor de quadros, parafraseando o que o próprio escreveu, ficará para honra dos seus descendentes e deste país, como um património inestimável, pelo valor que acrescentou à cultura portuguesa pelo que nos faz sonhar, pelo que nos tira de dentro e projecta a cores, numa tela. Há pessoas que permanecem para sempre, e a quem todos ficaremos eternamente gratos por terem permitido que conhecêssemos a sua alma e por terem partilhado connosco os seus olhares!
 
20. Miguel Vieira - 2013-12-16 00:22:57
Em Moita Macedo gosto da franqueza e simplicidade do traço. Da cor que sai do branco, do preto que sai da cor. Da raiva, do inconformismo das linhas. Mas também das linhas curvas, gordas, domesticadas e dialogantes. Gosto das palavras que saem da tela, das cidades e do mar revolto. Gosto da difícil procura de sentido entre bandeiras e uma simples oração de braços abertos. Não conheci Moita Macedo, mas agora conheço. Com os seus quadros e poemas - onde começam uns e acabam os outros? - ganhamos outras dimensões, novas dimensões, pois em todas essas formas se descobrem, em cada revisitação, formas novas, ora rebeldes e afirmativas, ora serenas e tolerantes. Ficamos numa estranha paz quando o vemos ou o ouvimos. Ou quando o imaginamos no busto esculpido pelo seu grande amigo e meu professor Francisco Simões. Moita Macedo é uma síntese da alma portuguesa, a prova de que somos confluência de civilizações, terra e mar, vinho e sal. Uma alma que se faz ponte e não esquece as margens. E sempre encontrou saída, mesmo em tempos, como estes, de incerteza e... esperança.
 
19. Paulino Brilhante Santos - 2011-04-13 13:39:37
Só conheci Moita Macedo através do seu filho e meu amigo de longa data Paulo Macedo que tão devotada e carinhosamente tem mantido viva a Obra ímpar do seu genial pai. Mas sinto, através da sua Obra que conheço razoavelmente e que tanto aprecio, que de algum modo, há mais de 20 anos que convivo também com Moita Macedo, através da sua pintura, da sua escrita e do seu exemplar sentido de cidadania lúcida e ativa e do seu grande e imorredoiro amor a Portugal e ao seu Povo.

Raro é o dia em que não contemplo o magnífico e sublime quadro do “Senhor Embaixador” (reproduzido neste site), exemplar soberbo da fase diria, perdorão os especialistas a quase certa imprecisão técnica, fase cubista, do Grande Pintor que retrata, na minha leitura pessoal, a fragmentação do indivíduo que, alcançada a plenitude da sua liberdade pessoal, parece como que aturdido, desorientado, por uma sociedade em acentuada perda de valores em que só a aparência, o sucesso tantas vezes com pés de barro e obtido a todo o custo (sobretudo dos outros...), a vã glória de mandar e o consumismo e lucro de curto prazo parecem prevalecer. Uma sociedade neurótica e infeliz, em que aparentemente até os poderosos, como o “Senhor Embaixador”, debaixo do seu porte magnífico e imponente e sob a sua pesporrente prosperidade, se revealm incapazes de sequer aparentarem o simples prazer pela vida.

Nesta época turbulenta e de crise política, económica e social, este site, bem organizado e que nos dá uma pequena mas significativa mostra da vida e da Obra de Moita Macedo, interpela-nos a imaginar o que pensaria este empenhado e lúcido cidadão, este patriota, da atual Crise Nacional.

Moita Macedo diz-nos tudo, neste pequeno excerto de versos que recolhi e compus do próprio site:

Somos

do imenso palco
as personagens

Somos

dos livros-brancos
as mensagens

Somos
escultores das nossas próprias vidas

[do Poema “SER”]

Eu não canto as belezaa
dum sol posto
nem minto
pr’a que as coisas sejam belas

[do Poema “Definição de uma Plástica”]

Depois se a sorte
não soubermos mudar
que sejamos malditos
por ficar
braços caídos
sem lutar

[do Poema “Compra-me Sonhos”]

Temos, assim, que a presente Crise Nacional seria certamente considerada por Moita Macedo, antes de mais, como uma crise de falta de autenticidade do Ser, de não termos sido capazes de sermos “os escultores das nossas próprias vidas”, ou seja, uma crise de falta de responsabilidade pessoal, uma crise de falta de sentido que não soubemos encontrar para as nossas vidas pessoais e para a nossa vida coletiva enquanto uma das Nações mais antigas da Europa (não soubemos ser “dos livros-brancos as mensagens”, nesta bela evocação lírica de clara raíz Pessoana). Não soubemos ainda ser autênticos e verdadeiros connosco mesmos e com os outros: cantámos demais “as belezas de um sol posto” em lugar de pensarmos realisticamente em trabalhar no presente e construir o futuro; e mentimos demais “pr’a que as coisas sejam belas”.

Agora, só nos resta saber mudar a sorte. Ou então: “que sejamos malditos por ficar, de braços caídos, sem lutar.” Porque nem a Europa, nem o FMI nem ninguém virá a Portugal para lutar por esta Nação e por nós.

E digam lá se o Moita Macedo, mesmo na necessariamente breve amostra deste site não nos diz tudo, continuando tão atual como sempre. Claro que sim. É a vida e o espírito desta Nação e deste Povo que Moita Macedo tanto amou que imita a sua Arte.
 
18. Jorge Santos - 2010-06-18 18:36:15
Humanista... Poeta... Pintor... Que Saudades do SER que deixa esta Obra Feita.
 
17. E Borges - 2009-06-18 12:02:01
Adorei.
"Amigo
é quem me estende os braços
nus
faça o que eu fizer
esteja eu onde estiver
mesmo pregado na cruz!"
 
16. Gabriel Inácio - 2009-06-16 15:43:20
O que nos dá a força e a razão de existir são os criadores. A arte pertence-nos.“a mulher é o lugar da convergência entre o sentir e o sonho, onde as ideias se tornam obra”.
 
15. Carmen Bagorro - 2009-03-29 11:52:19
A beleza e a sensibilidade estão presentes em todas as sua obras, e o resultado é o retrato de uma realidade, que em certos momentos, é cruelmente dura, mas que noutros é extraordinariamente alegre e colorida, a par do romantismo e da delicadeza da figura da “mulher”.

Cada mostra conduz-nos inevitavelmente a uma viagem interior, e na exposição “O Sentido da Esperança”, marcou-me muito “A floresta dos esquecidos”...quem é que nunca sentiu fazer parte dela.

Para alguém que disse;
“Se de mim
Só ficar o poema
Mesmo assim-
Valeu a pena.”

Valeu mesmo muito a pena, ficou toda uma obra, que mexe com o mais íntimo de nós, e a imagem de um homem apaixonado pela vida, verdadeiro e íntegro; “Nada vendi
Nem dos outros
Nem de mim!”
 
14. Maria Conceição Pereira - 2009-03-23 15:18:03
Pese embora os meus conhecimentos de pintura sejam muito reduzidos (...) agora sei identificar uma obra de Manuel Amado, Albino Moura, Cruzeiro Seixas.. - fiquei surpresa com algumas obras bem diferentes das que tinha conhecimento, como por exemplo o "Aos que fizeram Abril com os restos dos seus poemas", "Sinfonia da Esperança" e "Um olhar sobre a Cidade", adorei "Mulher" e "Amantes" (sortudos dos que as compraram).
 
13. Lúcia Costa - 2009-03-12 11:47:39
É um privilégio ter já olhado algumas obras do Moita Macedo. Diria mesmo um grande privilégio! Um homem que não cabia no tempo e sociedade em que estava inserido... ainda bem que nos deixou marcas dos seus gritos de revolta. Será que alguém acorda com eles? eu abri ols olhos...
 
12. Fernanda Gonçalves - 2009-01-12 18:24:53
Nos poemas de Moita Macedo sou mãe, sou mulher, sou pitonisa... "compro sonhos, recebo verdades". Nos seus quadros navego nas caravelas pelo seu mar de cores, de traços...
Não sei escrever quadros nem pintar versos mas Moita Macedo soube faze-lo com Coração, com Alma, com Paixão.
"Poeta é o pedreiro que abre as janelas sobre o dia de amanhã"
 
11. Paulo Rangel - 2008-09-11 09:45:07
Não tive o prazer de conhecer o artista, tal como não tive o prazer de privar de perto com a exteriorização das suas emoções na tela.

“Não sei se imaginei curvas de dança se curva de lua” diz o poeta referindo-se à contemplativa sedução que a arte nos transmite.
Na observação dos seus quadros, interrogo-me sobre as formas incertas e confunde-me o seu traço regular.

Tudo porque acredito na dualidade dos seus intentos,
Intenção real de nos querer provocar.
Nos traços desassossegados quiçá de sofrimento,
E em tudo aquilo que nos quis deixar.

Moita Macedo foi poeta, foi pintor e foi acima de tudo – para mim - um ser humano duma dimensão surpreendente.
Não o conheci… é verdade.
Mas cada um acredita naquilo que sente.
 
10. Rodrigo Tomás Azam - 2008-05-20 21:36:08
Moita Macedo, é cor, é vida, é raça. Na primeira frase que encontrei alusiva à sua obra, de imediato tomei consciência que estava perante alguém de diferente, na sua época. De imediato imaginei-o vestido de jaqueta vermelha e barrete verde, debruado a vermelho. As cores nacionais.
Talvez por isso, em algumas das suas obras, estejam presentes as origens helénicas da “Festa” com toda a sua bravura, no passo, na elegância a que cada gesto obriga.
Deixa-nos na vasta obra, o carácter humanista e surpreende-nos com generosidade como projecta a matiz nas telas. Depois, revela-nos com alma, o campo, as ferras e as tentas da valentia das gentes ribatejanas, como ele. Ao nos aproximarmos de perto da sua obra, aprende-se a olhá-lo de forma distinta e nos seus poemas encontramos a mensagem que sentíamos, embora alguns de nós, não soubéssemos onde a encontrar. Por fim, na multiplicidade da sua obra o arco-íris está ausente, embora o traço fraterno e firme, na construção da oitava letra do nosso alfabeto, a palavra Homem, esse sim, esteja sempre presente. Bem-haja, Moita Macedo.
 
9. Jorge M. P. Guedes - 2008-03-02 03:27:23
Só pode ser verdade quando se diz que há quem já nasça artista.
O que Moita Macedo nos deixou não se aprende, vem de dentro, nasceu antes de nascer.
Um grande artista, em suma.
 
8. Beatriz Lavrador - 2008-02-08 18:28:59
Gosto da sua poesia. Gosta sua pintura. Gosto do desenho das palavras e do desenho dos traços. Gosto das caravelas e das cidades.Gosto dos seus poemas escritos com afectos, com sabores, com gestos e com cores, com tantas cores! Poemas que nos falam de auroras de espanto, de olhos que não ficaram nus,de braços que não ficaram cruz, de rios que são estradas, de gentes da noite buscando alvoradas, do amor que nos dá asas. Tudo na obra escrita e pintada de Moita Macedo me interpela, me encanta, me seduz e me conquista.
 
7. Francisco Fialho - 2008-02-04 13:08:42
"Pintei versos, escrevi quadros".
A visita que realizei à exposição "Moita Macedo-Pintura", na Galeria M.Artur Bual, intensificou, de alguma forma (in)esperada, a sensação anterior que possuía sobre a complexidade da personalidade artistica de Moita Macedo (MM). O que me prendeu mais o olhar, ora deambulante, ora fixo, na sua exposta pintura, para aquém e para além das formas abstraccionistas e das cores concretas, foi um súbito sentimento de preplexidade, quando a telas de simples e estilizadas formas se sucediam telas densamente povoadas de formas complexas. Será que o próprio MM não ficava preplexo perante o que a sua ALMA (ou ESPIRITO ou lá o que seja) de artista plástico lhe transmitia no momento criativo e que ele traduzia ora em telas e desenhos que escrevia ora nos versos que pintava? Não sei nem nunca o saberei! O Enigma que MM, para mim, tansmite ao dizer "Pintei versos, escrevi quadros", não simplifica (antes complica) o decifrar da sua complexa personalidade artistica. É certo que "sabemos" que a sua pintura não é dissossiável da sua poesia! ... ("Sabemos? ... Não será? ...Uma completará a outra? ... Qual é ...Qual?). O Enigma não estará na sua própria pessoa? Não será (terá sido) MM um Homem Enigmático na sua criação artistica para si próprio ... e até para os seus amigos e estudiosos?
Nunca estive com Moita Macedo, não sou ninguém habilitado para tecer qualquer comentário à sua Obra, não "sei" de arte nem "sei" de poesia, mas não quiz deixar de expressar o que senti, pensei e trousse comigo da exposição ... e sei que "conhecê-lo" tem sido uma experiência que, creio, só ainda começou.
 
6. Maria R. M. - 2008-01-27 19:44:31
Não sou critica de arte. Sou apenas alguém que gosta de arte.
Só posso falar da emoção que sinto, quando os meus olhos observam os traços fortes, ricos de cor, da sua obra plástica, ou os meus ouvidos registam as suas palavras pintadas em verso…
Gosto da obra. Não sei de prefiro a pintura ou a poesia. Talvez seja mais fácil gostar da pintura, porque mais colorida e exposta ao olhar…A poesia é preciso descobri-la no livro fechado, mas que depois de aberto revela palavras que nos fazem pensar e sonhar… Não tenho que escolher. Vou continuar a olhar, a ouvir e a descobrir, tudo o que a obra deste grande artista me pode ainda revelar.
 
5. Manuela Gaspar - 2008-01-23 11:37:27
Não sei o que aprecio mais... se a obra criadora do pintor, se do poeta... em qualquer uma destas expressões mais conhecidas (também há a escultura e provavelmente ainda outras formas mais, desta personalidade que se revela tão rica e multifacetada), sente-se a emanação de uma força brutal e simultaneamente, uma subtileza diáfana que nos envolve todo o ser; há também um sentir de uma vida apenas a preto e branco ou, em contraponto, com todas as cores que a criação primordial nos presenteou. É como que uma orquestração de forças opostas mas complementares que, na procura constante de um equilíbrio, se perpetua num bailado que vai rodopiando entre o microcosmos e o macrocosmos.
 
4. Fatima Nunes - 2007-01-15 22:22:57
Poeta, escultor, HOMEM que atravessa varias texturas na voracidade do Tempo da Europa e do Mundo. Poeta da memória e das emoções, escritor e pintor de grandes causas e de «engagement» de coerência e verticalidade. Acima de tudo a Beleza... em tudo.
 
3. Isabel Victor - 2007-01-14 19:10:25
Merecida página dedicada a um grande e multifacetado artista português.
 
2. Hugo de Freitas - 2006-02-08 18:14:55
Acabei de conhecer uma vida de arte fantastica, uma obra fabulosa e percebi que me identifico muito com a mesma. Não tenho muitas mais palavras para conseguir exprimir o que sinto.
Obrigado
 
1. Francisco Velez Roxo - 2005-12-07 23:16:26
Excelente.Simbolico.Digno da memória de um fazedor de arte.
   
   
   
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